
Ainda não sei porque insisto em querer você. Não entendo porque ainda insisto em querer que você me queira, ou porque insisto em te ter, só por ter mesmo, sem compromisso, sem sentimentos. Eu não te amo, mas talvez já tenha passado de gostar. Não quero nada com você, e ao mesmo tempo, eu quero. Quero você longe de mim, mas odeio quando você some. Quero você do meu lado, mas ao mesmo tempo tenho medo de que isso nos afaste mais ainda. É estranho, mas é verdade, quando a gente começa a rir junto com alguém, e de repente a gente descobre que gosta do riso da pessoa. É que as vezes é tão bom ter alguém que a gente pode conversar sem pressão, que a gente pode se sentir à vontade.. E sabe? É com você que eu me sinto à vontade, é você que me faz rir apesar de não ser tão engraçado. Eu gosto de estar contigo, e de fazer você rir também.
Às vezes eu queria que a gente fosse algo bem melhor que essa porcaria que é agora, mas às vezes eu me pergunto se não é melhor assim. No fundo eu sei que você não serve pra mim, e que eu talvez não sirva pra você. A gente é tão diferente, e ao mesmo tempo tão igual. A gente não gosta de compromisso, mas se trata de um jeito especial. Mas o que eu quero com isso tudo? De repente, do outro lado da história, você deve tratar todas as outras do jeito que você me trata. Talvez você diga as mesmas coisas pra elas, e elas também digam as mesmas coisas pra você.
Porque você some? E reaparece. E depois some de novo? Isso me irrita, me deixa muito estressada, e faz eu querer ainda mais você, porque me lembra todo segundo que eu não posso te ter, nem se eu quisesse. E eu não digo que eu queira, porque nem eu sei realmente. A única coisa que eu tenho certeza no momento, é que lá no fundinho, apesar da gente sempre discordar de tudo, e apesar de a gente nem ter passado tanto tempo junto, eu gosto da sua personalidade, gosto até desse teu jeito machista. Na verdade o que eu sinto na maior parte da minha semana, não é carência, nem vontade de você, nem amor. Muito menos amor. Eu sinto saudade, porque também temos saudades do que não existiu, e dói bastante.


”Tá filho,mas só uma colherzinha hein!”